A Filha Perdida
-
Categoria hospedeira: Programação
-
in Ciclo do mês
5ªF | IPDJ | 21H30
DIA 12 MAIO
A FILHA PERDIDA
Maggie Gyllenhaal, EUA, 2021, 121’, M/14
sinopse, ficha técnica e trailer: aqui
notas críticas
Adaptando Elena Ferrante, Maggie Gyllenhaal faz uma auspiciosa estreia na realização com um filme tenso, desconfortável, inteligente. Jorge Mourinha, Público
Numa pequena coluna publicada no jornal The Guardian, Elena Ferrante foi a primeira a congratular-se por Maggie Gyllenhaal, despida da pele de atriz, escolher adaptar um dos seus livros: "Há algo muito mais importante em jogo do que o instinto de proteger as minhas próprias invenções. Outra mulher encontrou neste texto um bom motivo para testar as suas capacidades criativas." E, de facto, diante do filme acabado, sente-se em A Filha Perdida qualquer coisa de território de experimentação, revelando a sensibilidade de Gyllenhaal atrás da câmara numa leitura visual que tanto nos aproxima da filigrana narrativa da escritora como projeta uma tradução íntima da realizadora. Terá sido a correspondência de Gyllenhaal com o universo mental da personagem (neste caso, também narradora) que a atraiu para a possibilidade de uma adaptação. Dir-se-ia um universo com um fio de thriller que conduz a uma verdade pouco agradável. Inês N. Lourenço, dn
“A Filha Perdida” não é um retrato de arrependimento. Existe pesar, mas também há indícios de desejos secretos, com os quais, de modo perturbador, Maggie Gyllenhaal, na sua estreia atrás das câmaras, cria o retrato sensível de uma mulher que abandonou o sufoco que a sociedade impõe sobre o instinto maternal, para viver de forma independente.( ...) a realizadora consegue fazer com que uma sensação de nó no estômago vá crescendo. Algo que, como Leda, teremos de perfurar para ajuizar e conseguir paz de espírito. Daniel Antero, mag.sapo
"A filha perdida" vai-nos agarrando pela sua estrutura, dando-nos, aqui e ali, pistas sobre o que está a acontecer, mas sobretudo sobre o que já aconteceu. E fá-lo de uma forma inteligente, com um trabalho de câmara que nos faz observar a personagem central e, ao mesmo tempo, observar o que ela própria observa. A montagem mistura organicamente presente e passado, e usa uma banda sonora enleante que, desde o início, nos diz que estamos no cinema. João Antunes, jn
Luís Miguel Oliveira ★★★
Jorge Mourinha ★★★
Vasco Câmara ★★★
João Lopes ★★★
Rui Pedro Tendinha ★★★★
Inês N. Lourenço ★★★
The Guardian ★★★★