O JOELHO DE AHED
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Categoria hospedeira: Programação
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in Ciclo do mês
23 FEV | 21H30 | IPDJ
O JOELHO DE AHED
Nadav Lapid, FR/ IL/DE, 2021, 109’; M/14
sinopse, ficha técnica e trailer: aqui
notas críticas
Um realizador israelita cuja mãe está a morrer de cancro vai mostrar o seu novo filme na biblioteca pública de uma vila do interior do país, e é confrontado com os constrangimentos impostos pelo governo. “O Joelho de Ahed” é um filme menos desbragadamente irado (pelo menos, do ponto de vista estilístico), do que o anterior de Nadav Lapid, “Sinónimos”, cujo protagonista queria abdicar a todo o custo do seu judaísmo, mas esta autoficção repleta de fel continua a labutar na execração da natureza do estado de Israel, das políticas do seu governo, do seu desprezo para com a cultura e os artistas e das tentativas para lhes reduzir a liberdade de expressão, e Lapid não poupa nem a personagem principal, que quase destrói a vida da jovem bibliotecária que o recebe e o admira. Amargo e desesperado até à revolta, “O Joelho de Ahed” é sintomaticamente revelador do ponto de vista hipercrítico e pesadamente negativo de um sector das elites israelitas sobre a situação e o futuro do país. Eurico de Barros, Observador
“Amargo, irónico, incendiário. Um drama que transborda uma energia sexual nunca antes vista.” Screen
«Surpreendente, brilhante» Variety
Com a sua quarta longa, premiada em Cannes 2021 — uma explosão catártica à volta da cumplicidade e da moralidade — o israelita Nadav Lapid confirma ser um dos cineastas mais apaixonantes a trabalhar hoje em dia.
[...] Talvez o mais excitante de O Joelho de Ahed seja vermos um cineasta a experimentar formas e a correr riscos de um modo que poucos contemporâneos seus estão dispostos a fazer. Que Nadav Lapid o faça sem nunca perder de vista a humanidade das personagens — que é como quem diz a sua própria humanidade — torna O Joelho de Ahed ainda mais essencial: não é preciso gostar (embora nós gostemos, e muito) para reconhecer aqui um cineasta que pensa no que faz e quer que pensemos com ele. Jorge Mourinha, Público
“O Joelho de Ahed”, premiado em Cannes, revela com raiva bruta um estado de angústia que atravessa a sociedade israelita. Um dos filmes do ano. Francisco Ferreira, Expresso
Um filme polémico e visceral, que faz um retrato podre da realidade israelita. Manuel Halpern, Visão