Orwell: 2+2=5
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Categoria hospedeira: Programação
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in Ciclo do mês
DIA 12 MAR | IPDJ | 21h30
ORWELL 2+2=5
Raoul Peck, US/FR, 2025, 119’, M/14
ficha técnica, sinopse e trailer: aqui
... o documentário Orwell 2+2=5, de Raoul Peck – realizador haitiano também conhecido pelo filme I Am Not You Negro (2016) –, partiu de ensaios, cartas, diários e fragmentos literários de George Orwell para fazer um filme que não só reconstitui a biografia e o pensamento de Orwell – «a infância na Birmânia, a pobreza vivida em Paris e Londres, o combate na Guerra Civil de Espanha, a desilusão com os totalitarismos de esquerda e de direita, o isolamento final em Jura» –, como dialoga com os magníficos e luminosos tempos que vivemos, em que a linguagem se degradou e a mentira se normalizou.
a crítica
[...] O que o torna actual não é ter antecipado tecnologias de vigilância, mas ter compreendido que a submissão começa quando se abdica da precisão das palavras. [Peck] Usa-o como ferramenta crítica para pensar um presente em que o duplipensar deixou de ser imposição autorirária e passou a ser prática difusa. Não é preciso acreditar na mentira – ela já não engana, mas mesmo assim, é partilhada, multiplicada, tolerada. - Isabel Lucas, Púbico
Orwell: 2+2=5. O autoritarismo como teia de aranha que envolve. Entre o biopic e o filme de agitação, a urgência: a democracia não pode capitular, é preciso insistir, explicar, formar que 2+2=4.
O documentário encosta o espectador à parede, tantas são as ressonâncias no presente. Só o cinema pode hoje ser livre para se atrever a pensar assim? - Vasco Câmara, Público
Peck abdica da subtileza e diz: olhem, isto foi o que Orwell escreveu, isto é o que está a acontecer, isto é o que vocês estão a permitir. Podemos discutir depois se é fascismo, proto-fascismo, populismo, capitalismo de vigilância ou apenas a versão tecnológica da velha estupidez humana. Para Peck, o essencial é a mecânica: primeiro distorce-se a linguagem, depois distorce-se a realidade, depois distorce-se a memória, e no fim insiste-se no 2+2=5, como na tortura, e ninguém reclama porque toda a gente está demasiado ocupada a comentar posts das redes sociais, e ler pouco livros, jornais ou revistas. - José Vieira Mendes, Visão
A própria definição de democracia é formar cidadãos informados que participam nos assuntos da cidade. Não é algo que se escolhe aos bocadinhos. Se não fizeres o teu trabalho, tudo colapsa — como está a colapsar agora. E o colapso não é Donald Trump. Trump é a aceleração. Isto vem de longe. Foi uma degradação lenta, ao longo de quarenta anos, o reinado do consumismo. - Raoul Peck em entrevista a Jorge Pereira Rosa, C7nema
Analisa a obra de Orwell e faz um retrato do autoritarimso, que é assustadoramente familiar. - Rolling Stone
Um filme de uma urgência visceral. - The New York Times
Um retrato magistral dedicado a um dos maiores escritores do século XX, cuja obra é hoje assustadoramente relevante.
(...) Aborda a urgência da mensagem de Orwell com precisão cirúrgica. - Premiere
Brilhante. O filme mais corajoso que alguém podia fazer agora. -Time
Um filme urgente e indispnesável para a actualidade. - Deadline