Cineclube de Faro Cineclube de Faro
  • Início
      • Agendas
  • Programação
      • Histórico
          • Video Lucem 18/19
      • Imprensa
  • Sobre nós
      • Ser sócio
      • Ser voluntário
  • Animagoria
  • Parcerias e Colaborações
  • Biblioteca
  • Formação
  • Ligações
  • Contactos
  • Entrada_
  • Programação_
  • Mostra ao ar livre _
  • mostra ao ar livre - julho e agosto 2018_
  • A Paixão de Van Gogh / Loving Van Gogh

A Paixão de Van Gogh / Loving Van Gogh

Categoria hospedeira: Mostra ao ar livre
in mostra ao ar livre - julho e agosto 2018

Crítica

Esta animação levou cinco anos a fazer, foi inteiramente pintada à mão, dá vida aos quadros de Van Gogh e explora uma tese alternativa sobre a sua morte. Eurico de Barros dá-lhe quatro estrelas.

Van Gogh é um dos pintores favoritos do cinema. Já o vimos em filmes tão diversos como “A Vida Apaixonada de Van Gogh”, de Vincente Minnelli (1956), “Vincent”, de Paul Cox (1987), “Vincent & Theo”, de Robert Altman (1990), “Van Gogh”, de Maurice Pialat (1991), ou ainda interpretado por Martin Scorsese num dos episódios de “Sonhos de Akira Kurosawa”, do mestre japonês (1990). Mas nunca o tínhamos visto como em “A Paixão de Van Gogh”, a animação de longa-metragem do inglês Hugh Welchman e da polaca Dorota Kobiela, pintado a óleo e objecto de uma investigação de pendor policial sobre a sua própria morte. O filme não é mais uma biografia do pintor, abraçando a tese segundo a qual Van Gogh não se suicidou mas foi assassinado (talvez involuntariamente), expressa pelos seus biógrafos Steven Naifeh e Gregory White Smith num livro de 2011, “Van Gogh: The Life”.

Ao abordar esta hipótese heterodoxa sobre a morte do pintor, Welchman e Kobiela recorreram a um processo pouco convencional, que transformou “A Paixão de Van Gogh” na “primeira longa-metragem totalmente pintada do mundo”. Para animar o filme, que tem actores de carne e osso e usa também tecnologia digital, foram precisos 120 artistas, que pintaram à mão 65 mil fotogramas, usando a mesma técnica e o estilo de Van Gogh e transformando os quadros numa animação de hora e meia. A história, passada um ano depois da morte do pintor é, assim, contada através de dezenas de obras dele, protagonizada por pessoas com quem privou ou apenas retratou nesses mesmos quadros, e ambientada em locais onde viveu e que representou nas telas. Van Gogh aparece apenas em “flashbacks” monocromáticos e no final da fita, que além de contrariar a explicação geralmente aceite sobre a sua morte, recusa também o estereótipo popular do génio atormentado e suicida, o “pintor visionário e maluco ”. Este Van Gogh está mais próximo do interpretado por Jacques Dutronc na fita de Pialat do que do de Kirk Douglas na de Minnelli.

As características cinéticas da sua pintura, tal como o seu intenso e deslumbrante uso da cor, prestam-se muito bem a uma transposição para o universo cinematográfico, e da animação em especial, se bem que nos possamos perguntar se não teria sido mais prático e infinitamente menos penoso, e não poderia ter sido obtido um efeito semelhante, se os realizadores tivessem recorrido apenas à técnica do “rotoscoping”, como fez Richard Linklater nas suas animações “Waking Life” e “A Scanner Darkly” , ou Ari Folman em “A Valsa com Bashir”. Mas Welchman e Kobiela quiseram estar o mais próximo possível do espírito, da identidade estética e da autenticidade estilística dos quadros de Van Gogh e daí este exemplo consumado de “slow cinema”. “A Paixão de Van Gogh” demorou cinco anos a fazer. É um “tour de force” técnico e artístico, onde se combinam pintura tradicional, actores e computadores.

O inquérito “detectivesco” sobre as circunstâncias da morte de Van Gogh levado a cabo por Armand Roulin, o filho do carteiro do artista, em Auvers-sur-Oise, é suficientemente plausível para nos absorver e atenuar a gradual diminuição do efeito de novidade, inevitável num filme de hora e meia, bem como um certo virtuosismo repetitivo que existe em “A Paixão de Van Gogh”, onde os actores foram escolhidos pela sua parecença com as figuras dos retratados nos quadros, e encontramos nomes como Douglas Booth, Saoirse Ronan, Helen McCrory ou o veterano John Sessions (Van Gogh é personificado pelo polaco Robert Gulaczyz). Mas não sejamos demasiadamente picuinhas com “A Paixão de Van Gogh”, porque tão cedo não veremos um filme como este. Tendo em conta a trabalheira que envolveu, talvez mesmo nunca mais.

Eurico de Barros, Observador

 

 Stuart 1

CURTA-METRAGEM DE ABERTURA DA SESSÃO

STUART, Zepe ,PT, 2006, 11'

Deambulações por uma Lisboa sórdida e abandonada a partir da obra gráfica de Stuart de Carvalhais.

Técnica de Animação: Desenho sobre papel

Calendário

Ano anteriorMês anteriorPróximo anoPróximo mês
abril 2026
Seg. Ter. Qua. Qui. Sex. Sáb. Dom.
1
2
RIEFENSTAHL
21:30
IPDJ
Andres Veiel. DE:2024. 120’. M/12
Data : 02-04-2026
3
4
5
6
7
8
9
GODARD CINEMA
21:30
IPDJ
Cyril Leuthy. FR: 2022. 101’. M/12
Data : 09-04-2026
10
YUNAN
21:30
IPDJ
Ameer Fakher Eldin. Alemanha/ Palestina/Canadá:2025. 124’., M/14
Data : 10-04-2026
11
A PEQUENA AMÉLIE
16:30
IPDJ
Maïlys Vallade e Liane-cho Han. FR/BE:2025. 78’. M/6
Data : 11-04-2026
12
13
14
15
16
O MEU NOME É ALFRED HITCHCOCK
21:30
IPDJ
Mark Cousins. UK: 2023. 120’. M/12
Data : 16-04-2026
17
La Voie royale
21:00
Biblioteca Municipal de Faro
Frédéric Mermoud. FR: 2023. 109'.M/12
Data : 17-04-2026
18
19
20
21
22
23
SEMPRE
21:30
IPDJ
Luciana Fina. PT: 2024. 109’
Data : 23-04-2026
24
25
MULHERES, TERRA, REVOLUÇÃO
11:00
Cooperativa A Bordeirense
Rita Calvário e Cecília Honório. PT: 2025. 54′. M/12
Data : 25-04-2026
26
27
28
29
30
HENRIQUE ALVES COSTA: CINÉFILO INCONFORMISTA
21:30
IPDJ
Manuel Vitorino.PT: 2024. 20’. M/12
MARCEL E MONSIEUR PAGNOL
21:50
IPDJ
Sylvain Chomet. FR/BE/LU: 2025. 90’. M/12
Data : 30-04-2026

Ciclo do Mês

  • ciclo do mês - abril 2018
  • ciclo do mês - janeiro 2019
  • ciclo do mês - março 2019
  • ciclo do mês - fevereiro 2019
  • ciclo do mês - abril 2019
  • ciclo do mês - maio 2019
  • ciclo do mês - junho 2019
  • Ciclo do mês - outubro 2019
  • Ciclo do mês - novembro 2019
  • Ciclo do mês - dezembro 2019
  • Ciclo do mês - Janeiro 2020
  • Ciclo do mês - Fevereiro 2020
  • Ciclo do mês - Março 2020
  • Ciclo do mês - Junho/Julho 2020
  • Ciclo do mês - Outubro 2020
  • ciclo mês - novembro20
  • Ciclo de Mês . Dezembro 2020
  • 2021
  • 2022
Cineclube de Faro
Login or register
Esqueceu-se do nome de utilizador? / Esqueceu-se da senha?
Login with Facebook
Login with Google +