SIRÂT
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Categoria hospedeira: Programação
- CLAUSTRO MUSEU MUNICIPAL DE FARO | 21h45
- DIA 22 AGOSTO - 6ªFEIRA
RIDE
Paul Bush, PT/UK, 2018, 6’
Centenas de motas são animadas imagem por imagem nesta homenagem ao icónico design das motas da cultura dos anos 1950 e 60. Um motoqueiro prepara a sua mota e parte numa idealizada viagem pelo campo rumo ao futuro.
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SIRÂT
Oliver Laxe, ES/FR, 2025, 115', M/16
Um pai (Sergi López) e o seu filho chegam a uma rave nas montanhas do sul de Marrocos. Procuram Mar — filha e irmã — desaparecida há meses numa dessas festas intermináveis e sem descanso. Rodeados por música eletrónica e por uma sensação de liberdade crua e desconhecida, mostram a sua fotografia vezes sem conta. A esperança começa a esvanecer-se, mas insistem e seguem um grupo de ravers a caminho de uma última festa no deserto. À medida que se aventuram cada vez mais adentro do deserto escaldante, a viagem obriga-os a confrontar os seus próprios limites.
festivais e prémios:
Prémio do Júri, Festival de Cannes 2025
Melhor Banda-Sonora, Festival de Cannes 2025
Febril e psicadélico, o novo trabalho do galego Oliver Laxe é um transe portentoso a descer ao âmago mais profundo dos homens. Bateu forte a valer. Já se percebeu: tem fogo de Palma de Ouro. - Francisco Ferreira, Observador
Desafiando todas as leis conhecidas da narrativa e dos géneros cinematográficos, o realizador espanhol evoca uma visão brilhantemente bizarra — digna de culto — da psicologia humana levada ao limite." — Jessica Kiang, Variety
Os temas da deambulação física, das fronteiras e da introspeção pontuam o trabalho deste herdeiro de Tarkovsky, um adepto da narrativa minimalista que capta paisagens, elementos e matéria física como forças selvagens e incontroláveis. Nesta longa-metragem, mais política e radical que as anteriores e filmada em Espanha e Marrocos, Oliver Laxe segue o percurso de uma personagem solitária em exílio interno, que atravessa um deserto literal e metafórico. — Benoit Pavan, Festival de Cannes
Estamos perante um cineasta reflexivo com propostas cinematográficas potentes que voltam a colocar o cinema espanhol no caminho da excelência. Oliver Laxe abre novos caminhos em muitas direções. As suas geografias da alma revelam novos horizontes.
Este road movie é pontuado por reflexões íntimas e, de forma subtil, traça um caminho para aqueles que procuram apaziguar as suas almas inquietas. — Javier Martín-Domínguez, MAKMA
Sirât, do árabe الصراط, aṣ-ṣirāṭ, é um termo que significa ‘o caminho reto’ ou ‘a estrada’.
Na escatologia islâmica, é a ponte fina, afiada como uma lâmina, que passa sobre o Inferno e que todas as almas terão de atravessar no Dia do Juízo Final.
“SIRÂT é uma boa cerimónia. Um rito de passagem”, explica o diretor Oliver Laxe. “A vida vai desafiar as personagens do filme, vai pô-las à prova de uma forma dura e radical, vai obrigá-las a colocar a si próprias as questões importantes, a olhar para dentro, a procurar o sentido da vida e a extrair de si próprias a parte mais bela da natureza humana.” - Nitrato filmes
Uma trip a sério de um cineasta que dá um passo à frente depois do prudente. — Rui Pedro Tendinha, Expresso
